Christmas

E então, como correu o desafio Christmas Veggie Challenge?

dezembro 30, 2016


Olá!!
Depois do fail do escrever um post todos os dias até ao Natal, estava completamente determinada em terminar o desafio Christmas Veggie Challenge. Para vos explicar como correu este desafio tenho de vos falar um bocadinho mais sobre o meu Natal.
Quando era criança, o Natal tinha outra magia: os meus avós ainda eram vivos por isso quase sempre reuniamos na casa da minha avó paterna e faziamos uma troca de presentes. Traziamos outros familiares para que não ficassem sozinhos (por exemplo, nós levavamos quase sempre a minha avó materna porque na altura toda a família da parte da minha mãe estava emigrada e era impossível vir à Madeira festejar o Naral). Entretanto, as crianças cresceram e algumas formaram as suas próprias famílias. Alguns emigraram. Os meus avós, infelizmente já faleceram. Dizem que as crianças é que são a magia no Natal, mas eu discordo parcialmente. Eu acredito que os avós é que são a magia do Natal, porque eles têm a capacidade de conseguir reunir todos os elementos da família ao redor de uma mesa. E, já sabemos como são as avós, há sempre um monte de pratos deliciosos e não é permitido a ninguém passar fome! Outro fator importante é que os meus pais não têm aquele emprego típico que tem direito a todos os feriados e fins-de-semana, e isso significa que nem sempre os meus pais têm dispensa de trabalhar no dia de Natal. Porquê? Porque o hospital não fecha no Natal. O meu pai é técnico e ele por vezes ficava de prevenção caso algum aparelho deixe de funcionar, logo não nos afastávamos de casa, já que a qualquer momento ele poderia ser chamado (e isso acontecia). A minha mãe é enfermeira, logo não tem dispensa de Natal. Para mim, é normal não passar a noite de 24 ou o dia de 25 com a minha mãe.
Não pensem que é tudo negativo! Isto de não ter aquela tradição específica de jantares e almoços natalícios, faz com que o Natal seja todos os anos uma verdadeira surpresa! 
Este ano, optamos por fazer um jantar para os 3 no dia 24 de Dezembro e ir à missa do galo de madrugada, às 5 da manhã, na terra da minha mãe (que fica no norte da ilha) e passámos a manhã com os meus tios da parte da minha mãe que entretanto regressaram a Portugal e, em princípio, a família do meu pai vem a minha casa para ver o fogo de artifício da Passagem de Ano.

Tudo isto para dizer que eu não fiz nenhum prato veggie para a ceia de Natal. Contudo, admito, fiz um bocadinho de batota, e optei por fazer uma das coisas que adoro comer na altura do Natal (ao ponto de eu dispensar o chocolate!), que são as Areias . O problema esteve em acertar nas quantidades dos poucos ingredientes, porque a original leva banha de porco e manteiga. Acho que só à terceira tentativa conseguimos nos aproximar do sabor original. 

Ingredientes:
- 300 g de farinha (nós usamos farinha normal, porque estava impossível de encontrar farinha integral ou sem gluten)
- 200g de manteiga de soja (a grande substituição é esta porque a maioria das manteigas utilizadas nesta receita têm algures na sua constituição leite. Eu usei a manteiga da Alpro Soja para cozinhar) 
- 100g de açúcar mascavado
- 1 colher de chá de essência de baunilha (ou côco, também deve ficar bom) - OPCIONAL
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1 colher de chá de sal - OPCIONAL




Modo de Preparação: Pre-aqueçam o forno a 180º. Coloquem os ingredientes todos numa taça e misturem com uma batedeira, até ficar como se fosse areia da praia. Depois, é só fazer bolinhas do tamanho aproximado de uma noz. No princípio é um bocado complicado, porque as bolinhas desfazem-se com facilidade mas depois de dar com o jeito é fácil. Melhor ainda, é reunirem toda a família para ajudar nesta tareda. Garanto que vai ser divertido. Depois disponham as bolinhas num tabuleiro "forrado" com farinha e levem ao forno durante 15 a 20 minutos.
Relativamente ao sal, ele ajuda a puxar o doce do açúcar (Experimentem um dia no chocolate quente e não vão querer outra coisa). Já a baunilha ou o côco é para quem gosta desses sabores. Não fica muito intenso, mas ao comer sente-se a diferença.

Eu tinha muitas outras ideias para receitas mas, como disse previamente, não consegui arranjar todos os ingredientes. Assim, se calhar vai para as minhas resoluções de 2017, aventurar-me mais pelo mundo das receitas vegetarianas/veganas e deixar a minha experiência no meu blogue.
Passem pelo blogue da Nádia para verem receitas de entradas com aspecto divinal (era menina de experimentar o patê de cogumelos)!

Como podem ver, às vezes achamos que é impossível elaborar um prato vegano quando o segredo, muitas vezesm é adaptar ingredientes ou procurar alternativas.

xoxo

Blogmas

Blogmas: Christmas Veggie Challenge

dezembro 10, 2016


Olá!
Um dos temas de debate na atualidade é o conceito de alimentação saudável e de dietas alternativas. Depois de trabalhar numa tese, onde tive de ler e analisar dezenas de artigos, tornei-me muito mais crítica em relação à informação que me é transmitida, particularmente em documentários, que tenho tido a oportunidade de visualizar nos últimos tempos (agora que tenho Netflix).  O meu problema com os documentários que tenho visto é que, apesar da informação valiosa que transmitem, são tendenciosos e fazem interpretações literais de artigos, em que os próprios autores aconselham cuidado na interpretação dos resultados, utilizando, portanto, o que lhes convém e não toda a informação. E se há coisa que dá muita urticária é manipulação de informação.

Uma das maiores barbaridades que ouvi, foi uma "profissional" afirmar que todo o tipo de colesterol deveria ser o mais baixo possível. Primeiro, o colesterol é importante para a barreira das membranas celulares. Segundo, existe o colesterol bom (HDL) e o colesterol mau (LDL, VDRL, triglicerideos)  e o colesterol bom é um protector de doenças cardiovasculares (por exemplo se ele for inferior a 40 ou 45, é por si só um factor de risco para enfartes ou AVCs). Ah, a melhor forma de aumentar o HDL é, para além de uma alimentação saudável, é praticar exercício físico. 

Outro exemplo são os estudos que mostram uma correlação entre o consumo de carne com o aumento do risco de neoplasias. Sim, existe uma associação. No entanto:
- não chega dizer se há correlação ou não. É preciso mostrar a magnitude do efeito (por exemplo 30% do risco de neoplasia é explicado pelo consumo de carne);
- sabe-se que as pessoas com consumo elevado de carne também consomem, por norma, muitos alimentos processados, ricos em açúcares e gorduras e poucos legumes e fruta, têm mais probabilidade de fumarem e de praticarem menos exercício físico; e esses factores nem sempre são "controlados" estatisticamente e são variáveis de confundimento, ou sejam, podem estar a interferir nos resultados
- por outro lado, pessoas com uma dieta vegetariana ou vegana têm normalmente um maior cuidado nos produtos que selecionam para a sua alimentação, com preferência para produtos biológicos;
- os resultados apresentados não têm em consideração os químicos, antibióticos, etc que a carne do animal e esse é um defeito transversal a tudo o que tenho lido e os próprios autores dos artigos assumem que é uma grande limitação

Outra idiotice dos documentários é asumirem que os médicos adoram medicar. Alias, chegam mesmo a retratar os médicos como sendo os culpados das doenças crónicas e da polimedicação. Estando no 6º ano de Medicina e conhecendo a realidade do que se passa nos hospitais e centros de saúde, isto é o que acontece:
- na verdade, os médicos são prejudicados por terem doentes polimedicados nas suas listas, porque isso significa mais gastos para o Estado. Sim, leram bem. A nossa luta diária é tentar reduzir a quantidade de medicamentos que os doentes tomam. O objetico é a prevenção!
- em todas as consultas nós apelamos à alimentação saudável, principalmente perante grupos de risco como hipertensos e diabéticos. A questão é saber se os doentes cumprem as indicações ou não. 
- existem três razões principais pelas quais se estão a verificar aumentos na incidência e prevalência de muitas doenças: a primeira é que a nossa esperança de vida é maior, logo estamos mais sujeitos a mutações resultantes do envelhecimento; a segunda está relacionada com a quantidade de produtos processados que está ao nosso dispor; a terceira, e esta vai vos surpreender é que, hoje em dia nós registamos tudo. Vocês não imaginam quão difícil é colher dados médicos de à 10 ou 20 anos. As coisas não eram registadas ou não são reportadas. Se andarem mais para trás no tempo, só piora.

Parece-me óbvio que o tipo de alimentos que devemos escolher deverão ser aqueles de origem natural, com rótulos pequenos e evitar ao máximo os elementos processados. Quanto à carne e ao peixe, deveremos optar pela moderação no consumo e devemos escolher produtos que seja, biológicos, de animais de criação livre com uma boa alimentação. Por exemplo, eu adoro ovos e é uma proteína animal que nao consigo abdicar. O que faço é no supermercado verificar a codificação nos ovos e optar por aqueles que sejam 0PT ou 1PT.

Toda esta introdução (testamento é a palavra mais correcta) é para vos falar do desafio da Nádia do blogue Kill Your Barbies. A Nádia é vegana e desafiou os seus leitores a apresentar uma receita de um prato de origem vegetal para a ceia de Natal. Apesar de não ser vegana ou vegetariana, acredito que o consumo de proteína animal tem de ser reduzido ao máximo. Por outro lado, eu própria quero desmistificar o mito que um prato vegetariano é aborrecido e insonso. Já estou a ver algumas receitas e vou começar a fase de testes na próxima semana. 
Curiosos? Também eu! Podem ver mais informações e todos os participantes se clicaremm no link do blogue da Nádia

xoxo

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