Olá!
Este post deveria ter saído há mais tempo (a seguir ao post em que falei do filme O Primeiro Encontro). Entretanto meteram-se as férias de Natal, a falta de tempo e ficou este texto perdido pelos rascunhos. Hoje decidi recuperá-lo.
Ora, nas minhas resoluções de Ano Novo que queria viajar mais e conhecer, pelo menos, um bocadinho mais deste nosso maravilhoso país, que é Portugal. O problema está em arranjar companhia. A minha família está longe e os meus amigos aproveitam, naturalmente, os fins de semana para passar tempo com as suas famílias. O que significa que a maioria dos meus fins-de-semana são passados sozinha. Aproveito para fazer coisas da casa, arrumações, limpezas, compras e, obviamente estudar, mas raramente passear ou fazer programas comigo mesma. Se quero começar a viajar um bocadinho por Portugal ou por terras estrangeiras, tenho, primeiro, que vencer o medo de fazer coisas sozinha.
Foi num dia em que estava farta de olhar para a minha tese e após ter uma reunião com o meu orientador, que numa decisão verdadeiramente impulsiva, me dirigi ao balcão de cinema e comprei um bilhete para ver um filme. Sozinha. Eu mais um pacote de pipocas pequenas e uma garrafa de água (cortesia da promoção do cartão da NOS).
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Quando era mais nova, olhava para as pessoas que iam ao cinema sozinhas com pena. Sou daquelas pessoas que, por vezes, imagina todo um roteiro cinematográfico quando olho para alguém e imaginava uma série de cenários que justificassem a cena que presenciava: "Será que não têm amig@s?", "Será que teminou com @ n@morada recentemente?", "Será um crítico de cinema?", "Será um agente secreto em vigia?".
Portanto, enquanto subia os degraus de acesso às salas de cinema, dei por mim a recordar esses momentos e por momentos pensei em dar meia volta e simplesmente ir embora. Rapidamente superei esse medo inicial e, finalmente, entrei na sala de cinema. Como expectável a maioria das pessoa estava acompanhada. Mas não era a única loba solitária, outra pessoa também lá estava sozinha. Confesso que a partir desse momento fiquei um bocadinho mais descansada. Afinal não era a única pessoa sozinha na sala. Alias, não é nenhuma novidade alguém ir sozinho ao cinema, cada vez mais é algo frequente.
Chega aquele momento em que se tem de aguardar pelo início do filme. Acho que é nesta altura que uma pessoa se sente mais solitária. Normalmente, a tendência é falar com o colega do lado sobre assuntos diversos enquanto passam as publicidades ou comentar o trailer daquele filme que estreia daí a duas semanas. É aqui que o santificado telemóvel salva o dia. Entre navegar na internet ou tomar notas para o blogue (sim, eu fiz isto) passa-se o tempo da publicidade. Já para os trailers uma pessoa fica mais atenta para saber qual o próximo filme que quer ver.
Quando inicia o filme toda a nossa concentração foca-se na história. E penso que esta é umas das maiores vantagens em ir ao cinema sozinh@. Quando temos alguém connosco, temos tendência em comentar cenas, músicas, diálogos, atores. Sozinhos, a não ser que queiram passar por doidos varridos, não se fala, pelo que a nossa atenção está na grande tela. E, num instante chega-se ao intervalo (novo olhar para o telemóvel) e, recomeça a segunda parte e termina o filme.
No fim, fica uma experiência engraçada e definitivamente a repetir. Para mim, foi um grande passo na minha evolução pessoal. Se há alguns anos achava que nunca seria capaz de ir ao cinema sozinho, hoje contemplo a ideia com bons olhos.
O próximo desafio neste campo sera almoçar num restaurante sozinha.
E vocês, já foram ao cinema sozinhos? Como foi a vossa experiência? Deixem nos comentários!
Até à proxima
xoxo




