Há mais na Hungria do que Budapeste. Obviamente que quem só tem a oportunidade de visitar a cidade por 2 ou 3 dia, realmente não dá para visitar outros locais. Mas com mais tempo, como 7 dias, não só para a Budapeste como para outra grande cidade europeia que visitem, vale sempre a pena explorar os arredores. Neste caso, os estudantes húngaros decidiram levar-nos a uma cidade que fica a mais ou menos 45 minutos de comboio, que se chama Szentendre (ou Santo André em tradução literal).
Quando estamos de viagem, acontece sempre peripécias bem engraçadas e que acabam por ser as nossas melhores memórias do local. É assim o caso da minha visita ao Parlamento de Budapeste.
O Parlamento de Budapeste é onde se reune a Assembleia Nacional da Hungria e é o edifício mais alto da Hungria e um dos edifícios legislativos mais antigos da Europa. A entrada é paga (à volta de 7 euros, se estudantes e 15€ se não-estudantes) e a visita é obrigatoriamente guida e vigiada pela polícia, já que este é um edifíco governamental. Por isso, se quiserem visitar este local, convém comprar os bilhetes com antecedência, porque as entradas esgotam e o espaço fecha relativamente cedo.
Depois do fim-de-semana no lago, mudei de serviço. Como as coisas correram muito mal da Cirurgia de Transplantes, consegui mudar para o serviço de Urologia e as coisas não poderiam ter corrido melhor. Fomos muito bem recebidos pelo director de serviço, tivemos direito a tour pelo departamento e todos os médicos estavam preocupados a nos ensinar. A melhor parte é que tivemos dispensa na maioria dos dias, porque eles queriam que nós conhecessemos Budapeste para depois poder transmitir aos nossos amigos e conhecidos quão bela é a cidade (é o que estou a tentar com esta série de posts). Apesar de ter frequentado o estágio poucos dias, aprendi imenso, muito mais do que teria aprendido no outro sítio.
A próxima tarde foi passada na Basílica de Santo Estevão, padroeiro de Budapeste, uma das igrejas mais importantes da Hungria
O que pensam quando imaginam a Europa Central? Alguns, se calhar como eu, pensavam que não havia grandes sítios para fazer praia, talvez assim alguns rios e tal. Não podia estar mais enganada. Depois de uma primeira semana intensa, o pessoal da organização levou-nos para um lago chamado Balaton. Bem, a minha primeira impressão é que aquilo não é um lago, é um mar. Não dá para ver, em alguns locais onde começa e acaba. A água é muito agradável (27º graus), as praias não são assim muito limpas, mas em pleno Verão, com temperaturas superiores a 40º não é muito surpreendente, até porque aquilo é muito movimentado.
A linha de metro Millennium, ou M1, ou földalatti, é a linha de metro mais antiga da Europa Continental e a segunda mais antiga do mundo (a primeira é Budapeste), passando por baixo da avenida Andrássy. Permite visitar imensos lugares, como a Ópera, a Praça dos Heróis e museus como o House of Terrors e de Belas Artes. Além disso, se o vosso objetivo for fazer compras em lojas super exclusivas, como Louis Vitton e Gucci, é esta avenida que têm de percorrer. É também numa das paragens que começa as Free Walking Tours, que são, como o próprio nome indica, tours pela cidade, de borla, e que eu vou falar noutro post mais à frente.
Guia de Budapeste
Budapeste - O castelo Buda (ou o dia em que a minha máquina caiu ao chão)
março 24, 2016
Os primeiros dias em Budapeste foram passados a conhecer as pessoas do intercâmbio e os hospitais onde iamos estagiar. Sobre o hospital, o serviço de Cirurgias de Transplantes, tive uma experiência mesmo muito má, essencialmente a segurar paredes. E queriam que o fizesse-mos o dia todo. Escusado será dizer que achamos aquilo ridículo e, felizmentem conseguimos mudar de serviço. As tardes eram passadas em atividades organizadas pelos estudantes húngaros. Uma tarde fizemos um peddy-papper por Budapeste, muito giro, onde passamos em vários locais como a praça Elisabeth, catedral de São Estevão, Museu Nacional e ilha Margaret.
Noutra tarde visitamos o castelo Buda, igreja Mathias e Bastião dos Pescadores. Para mim será sempre recordada como dia em que quase fiquei sem a minha máquina fotográfica, já que esta caiu ao chão. Miracolosamente, e depois de um minuto de suspense ela continou a funcionar como se nada tivesse acontecido.
Guia de Budapeste
Budapeste - A descobrir a cidade (a pé), o Mercado e o Pôr do Sol na Citadela
março 22, 2016
Depois de um voo, que saiu à 1 da manhã de Lisboa, extremamente turbulento (ao ponto dos hospedeiros de bordo deixarem de servir refeições) chegamos às 5 da manhã a Budapeste. Eramos um grupo de 5 e pensavamos que alguém da organização do intercâmbio estaria a nossa espera. Errado! Olhamos por todo o lado e não encontramos ninguém portanto tivemo-nos de guiar por instruções que felizmente tinham sido dadas a uma das pessoas.
O primeiro passo foi comprar o passe. Felizmente as máquinas tinham uma opção que permitia fazer todo o processo em inglês, o que nos facilitou imenso a vida. Depois apanhámos um autocarro que vai até à estação de Kőbánya-Kispest (linha de metro nº3). Daí apanhamos o metro e saímos em Nagyvárad tér onde fomos ter à nossa residência, onde dormimos umas 3 horas, para depois sairmos para começar a explorar a cidade.
Primeira paragem - Kálvin Tér
![]() |
| O banco CIB que se vê na foto era onde eu fazia a troca de euros para forints |
Antes de começar a enxorrada de fotos que vêm aí (até porque vou ter de selecionar e fazer pequenas edições), gostava de começar por falar de generalidades.
A escolha da Hungria para fazer intercâmbio para foi parcialmente aleatória. Inicialmente, queria imenso fazer intercâmbio na Itália, Eslovénia ou Croácia mas, feliz ou infelizmente, essas vagas esgotaram-se bem antes de chegar a minha vez de escolher. Depois de ter perguntado a alguma pessoas em grupos de facebook, todos me tinham falado nuito bem de Budapeste e, assim, eu escolhi uma vaga na Hungria.
O quê que eu conhecia do país e de Budapeste naquele momento?
Basicamente, quase nada. Sabia que era um país da Europa Central, que fazia fronteira com muitos países e que Budapeste era uma das cidades mais bonitas e baratas da Europa.
Portanto, como podem ver foi literalmente uma descoberta.
Em Agosto de 2015 realizei um intercâmbio científico na Hungria, mais especificamente na cidade de Budapeste. Durante um mês tive a oportunidade de conhecer as ruas, as pessoas e de visitar monumentos e locais. Basicamente, fiquei a conhecer os cantos à casa.







