Isto está muito mau

agosto 09, 2016


Bom dia, alegria!
Só vim aqui atualizar porque isto aqui está muito complicado. Neste momento as serras do Funchal estão a ser fustigadas por incêndios descontrolados. A minha casa está relativamente perto de uma das frentes pelo que estou de vigilância desde ontem. Se o vento acalmasse seria o melhor

Até à próxima
Xoxo

Budapeste

Budapeste - The Invisible Exhibition - Quando perdemos um sentido

agosto 05, 2016


Bom dia, alegria!
Quando estive em Budapeste não andei sempre de câmara na mão. Em alguns sítios não era permitido tirar fotografias e noutros eu fui tirando fotografias com o telemóvel. Só que o meu telemóvel começou a manidestar os seus problemas. Primeiro, tinha muita dificuldade em carregar a bateria (que se ia num instante porque eu tinha os dados ligados para poder utilizar os mapas). Segundo, certo dia, regressava eu de Brastislava quando, à rebelia, ele decidiu bloquear e não iniciar (sabem aquela parte introdutória dos Samsungs que aparece o logo da empresa? Não passava daí). Resultado: tive de formatar o telemóvel e perdi um monte de fotos.
Na saga de posts que se segue falar-vos-ei de alguns sítios que visitei e que gostei mas para os quais não tenho fotos da minha autoria.

O primeiro é sobre uma espécie de museu que faz visitas guiadas, chamado Invisible Exhibiton ou Exibição Invisível, se traduzirmos literalmente para português. Não, não se trata de uma sala com coisas invisíveis. Na verdade trata-se de perdermos um dos nossos sentidos durante uma hora. Neste caso, perdemos a visão.

Fonte: TripAdvisor
Como é que isto funciona?
O espaço é constituído por várias salas as quais não conhecemos o que vamos encontrar. Apenas sabemos que vamos ser guiados. Mas estes guias também não têm percepção visual. Nem das salas nem do mundo que os rodeia. Na verdade, os nossos guias são invisuais, uns desde nascença outros porque perderam a visão por alguma circunstância da vida, seja doença ou acidente.
E é este o objetivo: mostrar a nós, que vemos, as dificuldades que os invisuais têm nas tarefas do dia-a-dia.

O que sentimos assim que entramos no escuro é verdadeiramente esmagador. É um misto de pânico, medo e tristeza. A frequência cardíaca subiu muito e comecei a transpirar. Cheguei a pensar que ia desmaiar. O que me descansava é que ao fim de uma hora iria voltar a ver. Ao mesmo tempo senti-me tão mal pelas pessoas que infelizmente não têm capacidade de ver o mundo como nós o vemos. E, de facto, podemos nos aperceber dos desafios diários que estes heróis têm. Cada sala dizia respeito a uma atividade do quotidiano: cozinha, rua, parque. Era nos pedido para identificarmos objectos como telefone, televisão, comando, etc. Ao fim de alguns minutos e depois de habituada à escoridão fiquei mais calma. O tacto e a audição foram os nossos melhores amigos. Devagarinho consegui-me movimentar, até porque mantinha sempre a mão no ombro de alguém. Os momentos mais dificeis eram ter de se orientar sem estar agarrado a alguém.

Ao fim de uma hora voltamos a ver a luz e podemos conhecer melhor a nossa guia, que ficou cega aos 8 anos devido a uma doença. Uma das pessoas do nosso grupo chegou até a jogar xadrez com ela.
No fim ficou uma experiência muito marcante, que me fez olhar para o mundo de uma forma diferente e agradecer por ter a sorte e a honra de poder conhecer o mundo com os meus olhos.

Até à próxima
xoxo

Erros

A Medicina nas Novelas

agosto 04, 2016


Olá!
O post de hoje vai ser muito rápido (estou a editar fotos) e a ver a novela com a minha mãe. Não sou propriamente fã de novelas mas gosto de fazer companhia à minha mãe e à medida que vou trabalhando no computador vou olhando para a televisão. 
Não sei se é moda ou se é habitual a popularidade que a profissão médica tem em novelas. Não tenho nada contra isso. Mas tenho problemas com a forma como ela é representada. Não sei se a culpa é dos argumentistas ou se os actores não fazem pesquisas prévias para melhor desempenharem o seu papel, porque os erros que comentem são, no mínimo, hilários. Claro que alguns passam despercebidos a que não está na área, só que eu sou apologista de que quando se está a representar uma profissão, esta deve ser retratada da forma mais fiel que existe.
Eis a lista:

- o clássico: pessoa em paragem cardíaca toca lá a dar o choque. Que se lixe a via aérea, que se lixe se existe pulsação, que se lixe a assistolia. 
- segurar os instrumentos de forma errada: os instrumentos cirúrgicos pegam-se com o polegar e o dedo anelar (não com o dedo do meio). A sério, não custa nada aprender isto e dá sempre um ar mais realista
- pessoas com roupa normal na salinha de desifenções da sala do bloco. Terreno fértil para superbactérias. Opá, nem em clínicas!!
- sem máscaras dentro da sala de cirurgia. Lá se foi o controlo de infecções outra vez.
- duas pessoas serem operadas na mesma sala (porque era um transplante). Really? Já agora o facto de uma cínica privada minúscula fazer um transplante de um dia para outro é mega realistíca. Porque toda a gente sabe que a compatibilidade entre pessoas (ainda por cima casadas) é super comum.
- one man show.. traduzindo: uma cirurgia só é realizada por uma pessoa! Enfermeiro instrumentista, cirurgião assistente, anestesista, enfermeiro de anestesia e enfermeiro que auxílio nem vê-los.
- miúdo cai com a cabeça, é fazer logo TAC. Que se lixe o exame físico, que se lixe a internamento para observação, que se lixe a carga astronómica de radiação que o miudinho vai receber na cabeça
- artigos científicos que saem em revistas conceituadas com um autor único. Não acontece. Já vi artigos com 40 autores, agora pensem.
- porque uma equipa de investigação chegou primeiro ao fármaco paramos a nossa investigação. Não. Se não está pantenteado, continuam com a investigação, corrobam ou contrariam os resultados e ambos publicam o artigo. 

Tudo isto, só num dia, em duas novelas diferentes.

As melhores até agora:
- Administrem á uma benzodiazepina (que é uma classe de calmantes, da família do Xanax) a esse tipo porque está em paragem cardíaca
- Admistrar insulina porque este tipo está com uma hipoglicemia grave (só se for para morrer mais depressa)

Enfim, eu gosto das coisas bem feitas, provavelmente quando retratam outras profissões também cometem erros básicos. Deixem nos comentários se tiverme exemplos.
Até à próxima
xoxo

Essenciais

Praia - o que vai na minha mala?

agosto 02, 2016


Olá!
Vivendo numa ilha, com clima subtropical, em que as temperaturas médias nesta altura ronda os 27 graus e com o mar a 15 minutos de casa, não surpreendo ninguém quando digo que vou à praia quase todos os dias, de manhã. Assim, sendo eu uma profissional da praia (risos) achei que seria interessante falar-vos sobre aquilo que levo comigo quando vou para a praia. Das coisas mais obvias às menos óbvias.

A roupa
Vou fazer um post com algumas ideias e com aquilo que normalmente uso (o chapéu e as sandálias de praia fazem parte dos looks de Verão)

A Mala
Eu sou apologista não se deve investir muito numa mala de praia, já que esta vai ser constantemente sujeita a variadas condições, que involvem muito sol, areia e mar. Eu costumo aproveitar aquelas promoções dos protectores solares, que na compra de vários produtos oferecem a bolsa de praia.

Azur
Fonte

Lá dentro o que levo?

Óculos de sol: essencial para protecção contra a luminosidade e radiação ultravioleta. Existem em vários preços, certifiquem-se que tem o essencial.

Toalha de praia: não precisa de muitas explicações, é onde se vão deitar! Existem uns modelos muito giros, leves e compactos e que não se agarram à areia.

Protectores solares: obrigatório usar! Para além de hidratarem a pele, ajudam-na a proteger contra a radiação ultravioleta que provoca não só o envelhecimento precoce como também neoplasias da pele. Vou fazer mais uns posts sobre este assunto, portanto não se esqueçam de seguir blogue.

Telemóvel: seja para as selfies, seja para ficar contactável. Como tenho um Iphone e tenho medo que mo roubem às vezes não o levo para a praia e uso o da minha mãe. De qualquer forma, e como todas as coisas que têm valor, devem guardá-las à longe de olhares indiscretos

1 - óculos de sol Versace
2 - Iphone SE
3 - Elásticos invisibobble
4 - Protectos Corpo Ambre Solaire
5 - Protector Cara Avène
6 - Batom La Roche Posay
7 - Pente (parecido)
8 - Água9 - Revista Elle
10 - Carteira
11 - Toalha de praia
12 - Melão
Carteira: só com os documentos essenciais e obrigatórios (sim, estou a falar do cartão de cidadão) e algum dinheiro caso vos apeteça comprar aquela bola de berlim ou um gelado. Também aqui podem guardar a chaves do carro

Revista/Livro: apesar de adorar estar a torrar ao sol de braços abertos, de vez em quando também gosto de me atualizar pelo que aproveito para levar uma revista comigo ou então algum livro muito interessante

Elásticos: para quem tem o cabelo comprido e não o quer molhar. Gosto destes da imagem porque não estragam nem deixam marca. Ao amarrar, tentem não deixar nenhuma parte do couro cabeludo à vista porque também aí podem apanhar um escaldão (sim, aconteceu-me este ano). Para arranjarem melhor o cabelo ou para o desembaraçarem vão, obviamente, precisar de um pente.

Comida/Bebida: Quem não tem ataques de fome na praia? Para evitarem gastar dinheiro em coisas menos saudáveis, podem optar por levar peças de fruta (adoro melão e melancia!) ou bolachas. Levem ainda uma garrafa de água, já que com o calor vão desidratar

Extras

Roupa interior: - se tiverem acesso a balneários e se não forem logo para casa é uma boa opção para não ficarem com a roupa toda molhada ou manchada

Bikini extra: estava eu um dia no Balaton, lago da Hungria, quando ao me levantar a parte que segura a parte de cima do bikini partiu. Resultado: quase acabei em topless. A partir de aí, se eu levo um fato de banho susceptível a acidentes desse tipo levo sempre uma parte de cima extra, de atilhos, para o desenrasque.

E aqui estão os meus essencias, acho que não mes esqueci de nada, senão deixem nos comentários o que levam
Até à próxima
xoxo

Budapest

Ouvir em modo replay #10 - Saudade!

agosto 01, 2016


Bom dia, alegria!
Faz hoje um ano que parti durante um mês para Budapeste. Tenho saudades das pessoas que conheci, das ruas que percorri, do calor seco, das vistas fantásticas e da arquitectura diferente. O tempo passa mesmo a correr! Cheguei a Budapeste no dia 1 de Agosto de 2015, após 4 horas de viagem, às 5 da manhã. Foi uma aventura para chegar à residência, mas lá chegamos.
Assim, em honra dessa memória coloco aqui a música que marcou essas férias.


"My house in Budapest
My, my hidden treasure chest"


Julho passou a correr e tenho a certeza que Agosto vai pelo mesmo caminho. Vou tentar manter a frequência de postagens, só que em Agosto irei, em princípio, ser operada pelo que pode haver uma ou duas semanas que não estarei por aqui. Mas isso, depois vê-se
Até à próxima
xoxo  

Bairro Judeu

Budapeste - Bairro Judeu e um bocadinho de história do séc.XX - parte 3

julho 31, 2016


Bom dia, alegria!
Chegamos à última parte sobre o bairro Judeu e é aquela que é a mais turística e, definitivamente, um sítio a ir para qualquer pessoa que visita Budapeste: Szimpla Kert - os bares em ruínas.
Se me pedissem para descrever este local numa palavre eu diria peculiar.
Por fora o prédio tem um ar semi-abandonado quase em ruínas. Por dentro um caos, com diversos bares pequenos, decoração diferente em jeito de DIY. De dia, aos domingos, é uma espécie de mercado onde se pode comprar directamente aos produtores queijos, mel, vinhos. À noite, o espaço ganha vida com música ao vivo, bares, concertos, bilhar, karaoke. Enfim, tudo o que podem imaginar! Aconselho a pedirem fröccs (que é vinho e água com gás) ou então cerveja, que vem sempre geladinha.




Os donos deste estabelcimento viram uma boa oportunidade neste edifício destinado à demolição (já tinha sido uma zona residencial e uma fábrica) e acertaram, pois este local tornou-se uma das principais atracções da vida nocturna de Budapeste.






Em cada canto do Szimpla, há algo para explorar. Por exemplo havia um quadro de luzes (semelhante aos quadros que controlam a eletricidade) onde pediamos mexer à vontade e acendiamos ou desligavamos televisões, luzes e rádios, criando um autêntico espetáculo audiovisual.




Percorrendo os dois andares do edifício podemos verificar que as paredes apresentavam vários desenhos e mensagens. Na verdade, cada visitante pode tentar encontrar um espacinho vazio na parede e deixar lá uma mensagem, nem que seja o seu nome.








Os bares em ruínas tornaram-se numa moda, pelo que outros sítios foram adaptados, como por exemplo a discoteca Instant (constituída por várias pistas de dança em que a entrada é gratuita).
E assim termino este trilogia de posts sobre o bairro judeu (ou districto VII). Como vêm, esta cidade é muito rica em história e é sempre bom relembrá-la, para que os erros do passado não se voltem a repetir.
Até à próxima
xoxo

Bairro Judeu

Budapeste - Bairro Judeu e um bocadinho de história do séc.XX - parte 2

julho 30, 2016


Continuando o post anterior.

No fim do Verão de 1944, tornou-se claro que a Alemanha-Nazi estava a perder a guerra. O governador da época viajou em segredo até Moscovo para negociar os termos de paz, chegando até a anunciar um cessar-fogo. Só que os nazis não gostaram e o governador foi detido e substituído por um governo de extrema direita húngaro. Por esta altura, estabeleceu-se o Gueto de Budapeste: um lugar isolado do mundo exterior, onde não havia fornecimento de alimentos, sem esgotos, onde os corpos daqueles que morriam não eram recolhidos. Mais de metade dos seus habitantes forem enviados para os campos de concentração. Assim, a população judaica de Budapeste foi reduzida de 200.000 para 70.000 habitantes.
Neste Memorial podemos encontrar os nomes de todos os judeus que morreram às mãos dos nazis, no monumento em forma de salgueiro



Mas a história também foi feita de heróis. Raoul Wallenberg foi um diplomata sueco que ente Julho e Dezembro de 1944 atribuiu passaportes a cerca de 10000 judeus, para que estes não fossem deportados para os campos de concentração. Para além disso, conseguiu persuadiu o exército nazi a não destruir o gueto, salvando, assim, mais 70000 pessoas. Por isso, em sua memória, foi dado o seu nome a este museu-memorial. Vale a pena também mencionar dois diplomatas portugueses, Carlos Branquinho e Carlos Garrido também conseguiram salvar cerca de 1000 judeus, ao abriga-los em casas e apartamentos alugados, evitando a sua deportação.



Esta é uma pintura em homenagem ao inventor do cubo de Rubik, que é húngaro

Esta é uma pintura de um jornal desportivo que relata a vitória da Hungria contra a Inglaterra por 6:3
Sinagoga na rua Runbach, construída como homenagem à Cúpula da Rocha em Jerusalém








Sinagoga na rua Kazinczy.

De Dezembro de 1944 a Fevereiro de 1945, Budapeste foi praticamente dizimada As pontes, edifícios públicos e residências foram destruídas. Em Abril o exército vermelho expulsou os últimos nazis da Hungria. Assim, o país ficou sob o domínio da União Soviética, ocupação que só terminou em 1991. Esse período da história, será resumidamente relatado noutro post.



Amanhã sai o último post, que será mais pequeno, mas refere-se a uma das principais atrações de Budapeste, sendo um local totalmente imperdível da cidade
Até à próxima
xoxo

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