sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Budapeste - The Invisible Exhibition - Quando perdemos um sentido


Bom dia, alegria!
Quando estive em Budapeste não andei sempre de câmara na mão. Em alguns sítios não era permitido tirar fotografias e noutros eu fui tirando fotografias com o telemóvel. Só que o meu telemóvel começou a manidestar os seus problemas. Primeiro, tinha muita dificuldade em carregar a bateria (que se ia num instante porque eu tinha os dados ligados para poder utilizar os mapas). Segundo, certo dia, regressava eu de Brastislava quando, à rebelia, ele decidiu bloquear e não iniciar (sabem aquela parte introdutória dos Samsungs que aparece o logo da empresa? Não passava daí). Resultado: tive de formatar o telemóvel e perdi um monte de fotos.
Na saga de posts que se segue falar-vos-ei de alguns sítios que visitei e que gostei mas para os quais não tenho fotos da minha autoria.

O primeiro é sobre uma espécie de museu que faz visitas guiadas, chamado Invisible Exhibiton ou Exibição Invisível, se traduzirmos literalmente para português. Não, não se trata de uma sala com coisas invisíveis. Na verdade trata-se de perdermos um dos nossos sentidos durante uma hora. Neste caso, perdemos a visão.

Fonte: TripAdvisor
Como é que isto funciona?
O espaço é constituído por várias salas as quais não conhecemos o que vamos encontrar. Apenas sabemos que vamos ser guiados. Mas estes guias também não têm percepção visual. Nem das salas nem do mundo que os rodeia. Na verdade, os nossos guias são invisuais, uns desde nascença outros porque perderam a visão por alguma circunstância da vida, seja doença ou acidente.
E é este o objetivo: mostrar a nós, que vemos, as dificuldades que os invisuais têm nas tarefas do dia-a-dia.

O que sentimos assim que entramos no escuro é verdadeiramente esmagador. É um misto de pânico, medo e tristeza. A frequência cardíaca subiu muito e comecei a transpirar. Cheguei a pensar que ia desmaiar. O que me descansava é que ao fim de uma hora iria voltar a ver. Ao mesmo tempo senti-me tão mal pelas pessoas que infelizmente não têm capacidade de ver o mundo como nós o vemos. E, de facto, podemos nos aperceber dos desafios diários que estes heróis têm. Cada sala dizia respeito a uma atividade do quotidiano: cozinha, rua, parque. Era nos pedido para identificarmos objectos como telefone, televisão, comando, etc. Ao fim de alguns minutos e depois de habituada à escoridão fiquei mais calma. O tacto e a audição foram os nossos melhores amigos. Devagarinho consegui-me movimentar, até porque mantinha sempre a mão no ombro de alguém. Os momentos mais dificeis eram ter de se orientar sem estar agarrado a alguém.

Ao fim de uma hora voltamos a ver a luz e podemos conhecer melhor a nossa guia, que ficou cega aos 8 anos devido a uma doença. Uma das pessoas do nosso grupo chegou até a jogar xadrez com ela.
No fim ficou uma experiência muito marcante, que me fez olhar para o mundo de uma forma diferente e agradecer por ter a sorte e a honra de poder conhecer o mundo com os meus olhos.

Até à próxima
xoxo

6 comentários:

  1. Que vontade de viajar convosco!

    Beijinhos,
    https://verdadequeridablog.wordpress.com/

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  2. Tive que te vir ver e seguir rapariga!!! Não tivesses tu comido lambecas várias vezes por dia e ter ficado automaticamente tua fã ehehe é que eu era igual!!!!
    Vim aqui dizer te isto, dei uma vista de olhos do teu blog e gostei imenso. amanhã já exploro com mais calma ehehe:) Beijinhos
    elisaumarapariganormal.blogspot.pt

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  3. Gostei do post, é sempre bom conhecermos um pouco de cada sítio/ local sem mesmo ainda lá termos ido - assim nos preparamos melhor :)
    Pena foi o facto do teu telemóvel não funcionar (tão bem) quando querias... mas adorei esta foto, ficou bem gira.

    *XoXo
    Helena Primeira
    Helena Primeira Youtube
    Primeira Panos

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  4. Ai sim?! Tens de ma mostrar ;D

    Não fazia ideia desse tipo de exibições invisiveis. eu bem digo que aprendo qualquer coisa nova todos os dias!
    Está decidido: quero ir a Budapeste JÁ!

    NEW OUTFIT POST | Be The One.
    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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  5. Nem mais. Também penso dessa forma :D
    Muito obrigado!!!

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    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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  6. Ó meu Deus, essa experiência ficará, sem dúvida, na tua memória! Uma vez fiz algo semelhante no CCB, onde só tínhamos focos de luz à entrada e à saída da tal exibição mas não tinhamos que reconhecer nenhum objeto, simplesmente contornar obstáculos, o que não deixou de ser complicado!

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