O Teorema de Katherine

janeiro 30, 2018

Olá!
Com a falta de Internet cá por casa (situação que já  começou a melhorar) e com uma televisão que apenas transmite os canais básicos, uma pessoa teve de arranjar outras formas de entretenimento. Entretanto, nesse meu tempo offline propus-me a uma série de desafios, para além do Movie 36, sendo que um deles seria ler pelos menos 1 livro por mês. 
Acho que são poucos os que sabem que, neste momento, ando a ler o Guerra e Paz do Tolstoi, que está dividido em dois livros (costumam ser 4 livros, mas edição que tenho juntou-os em dois, cada um com mais ou menos 700 páginas) e, sendo um livro com uma carga bastante pesada, quando acabei a primeira parte (isto é, metade do primeiro livro) tive a necessidade de fazer uma pausa para ler algo que fosse mais leve. 
Na mesma altura, a minha tia aproveitou uma promoção da Note e comprou este livro por 50% do preço e, ao ler o prefácio, considerei que ele se encaixava na categoria daquilo que queria ler.

John Green


"Desde que tinha idade suficiente para se sentir atraído por uma rapariga, Colin, ex-menino prodígio, talvez génio matemático, talvez não, doido por anagramas, saiu com dezanove Katherines. E todas o deixaram. Então, ele decide inventar um teorema que prevê o resultado de qualquer relacionamento amoroso. E evitar, se possível, ter o coração novamente destroçado. Tudo isso no decurso de um verão glorioso passado com o seu amigo Hassan a descobrir novos lugares, pessoas estranhas de todas as idades e raparigas especiais que têm a grande vantagem de não se chamarem Katherine".

"No que toca a relações, toda a gente tem um tipo. O tipo de Colin Singleton são raparigas chamas Katherine. E em se tratando de Colin e Katherines, o desfecho é sempre o mesmo: ele leva com os pés. Já aconteceu muito. Dezanove vezes, para ser exato. Depois do mais recente e traumático final de relação, ele decide fazer uma viagem. Ao volante da Carreta do Diabo, com o seu caderno de apontamentos no bolso e o seu melhor amigo gordo no banco de pendura, o ex-menino prodígio, viciado em anagramos e doutorado em levar com os pés, descobre a sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo de as duas pessoas se conhecerem. Uma descoberta que vai mudar para sempre a história amorosa do mundo, vai vingar séculos de injusta vantagem entre As Pessoas que Deixam e as Pessoas que são Deixadas e, enfim, elevará Colin Singleton directamente ao distinto posto de génio da humanidade. Também, é claro, irá ajudá-lo a reconquistar a sua miúda. Ou, pelo menos, é isso que ele espera."

John Green

Desconheço o género de escrita de John Green (célebre autor de A Culpa é das Estrelas, que nunca li nem vi o filme), mas aquilo que pude constatar (E que se calhar conseguem lher pela fotografia) é que tem um tipo de escrita que é leve e natural, quase como se estivessemos a presençar a conversa naquele momento. 
Tal como eu desejava, este é um livro de leitura simples, rápida (eu li em 3 dias) e muito divertida (muito, mesmo, quando derem por ela estão a rir às gargalhadas em público).
Em relação à história, apesar da boa fluência e encadeação, achei que acabou por se tornar um bocado cliché e, a metade do livro, já estava a adivinhar como iria acabar. Para além disso, no início, não simpatizava com a personagem principal, o Colin e só com o desenvolvimento é que comecei a compreender a sua personalidade (complexa, diga-se de passagem) e a perceber a forma como agia.

Por isso, se andam à procura de um livro deste género, aconselho-vos este. Podem encontrá-lo em qualquer livreiro tanto em loja física como online.

Nota final: 7 em 10

Que livros andam a ler neste momento? Têm alguma recomendação? Deixem nos comentários abaixo.
Até à próxima
xoxo

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2 comentários

  1. Já li o livro e como dizes é uma leitura leve e fácil, o que até é bom quando serve para desanuviar de outros tipos de leitura tal como fizeste.

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