sábado, 30 de julho de 2016

Budapeste - Bairro Judeu e um bocadinho de história do séc.XX - parte 2


Continuando o post anterior.

No fim do Verão de 1944, tornou-se claro que a Alemanha-Nazi estava a perder a guerra. O governador da época viajou em segredo até Moscovo para negociar os termos de paz, chegando até a anunciar um cessar-fogo. Só que os nazis não gostaram e o governador foi detido e substituído por um governo de extrema direita húngaro. Por esta altura, estabeleceu-se o Gueto de Budapeste: um lugar isolado do mundo exterior, onde não havia fornecimento de alimentos, sem esgotos, onde os corpos daqueles que morriam não eram recolhidos. Mais de metade dos seus habitantes forem enviados para os campos de concentração. Assim, a população judaica de Budapeste foi reduzida de 200.000 para 70.000 habitantes.
Neste Memorial podemos encontrar os nomes de todos os judeus que morreram às mãos dos nazis, no monumento em forma de salgueiro



Mas a história também foi feita de heróis. Raoul Wallenberg foi um diplomata sueco que ente Julho e Dezembro de 1944 atribuiu passaportes a cerca de 10000 judeus, para que estes não fossem deportados para os campos de concentração. Para além disso, conseguiu persuadiu o exército nazi a não destruir o gueto, salvando, assim, mais 70000 pessoas. Por isso, em sua memória, foi dado o seu nome a este museu-memorial. Vale a pena também mencionar dois diplomatas portugueses, Carlos Branquinho e Carlos Garrido também conseguiram salvar cerca de 1000 judeus, ao abriga-los em casas e apartamentos alugados, evitando a sua deportação.



Esta é uma pintura em homenagem ao inventor do cubo de Rubik, que é húngaro

Esta é uma pintura de um jornal desportivo que relata a vitória da Hungria contra a Inglaterra por 6:3
Sinagoga na rua Runbach, construída como homenagem à Cúpula da Rocha em Jerusalém








Sinagoga na rua Kazinczy.

De Dezembro de 1944 a Fevereiro de 1945, Budapeste foi praticamente dizimada As pontes, edifícios públicos e residências foram destruídas. Em Abril o exército vermelho expulsou os últimos nazis da Hungria. Assim, o país ficou sob o domínio da União Soviética, ocupação que só terminou em 1991. Esse período da história, será resumidamente relatado noutro post.



Amanhã sai o último post, que será mais pequeno, mas refere-se a uma das principais atrações de Budapeste, sendo um local totalmente imperdível da cidade
Até à próxima
xoxo

5 comentários:

  1. Adoro estes teus posts que fazes sobre a tua ida a Budapeste (=

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  2. É mesmo para aproveitar! Obrigado :D

    Opa, adoro! As tuas fotos deram-me vontade de viajar já. Não dava nada por Budapeste mas transpira história e recantos lindíssimos :o

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  3. Acredita que quem experimenta não quer outra coisa <3

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  4. Com estas fotos fiquei ainda com mais vontade de visitar budapeste!!
    Segui o blog :D
    Beijinhos,

    https://try-to-be-a-rainbow-in-someones-cloud.blogspot.pt/

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  5. Outra parte da desta história que também se fala pouco é de quem salvo judeus, ciganos e quaisquer outras pessoas que estivessem em vias de irem para campos de concentração. Até mesmo cá fala-se mais dos estrangeiros do que dos nacionais, o que é uma pena. Demos a cara às duas faces da moeda, e é pena e estranho que se fale pouco das partes positivas.

    Estou a adorar a arquitectura desta zona de Budapeste. E muito especialmente dos graffitis que são lindíssimos. O do cubo de Rubik está qualquer coisa de espectacular. E a restante mistura de cores nos restantes é um detalhe agradável para os olhos.

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